terça-feira, 12 de julho de 2011

A Pregação Fervorosa: Uma Arte Esquecida

Já se passaram alguns séculos desde que o reformador suíço Oecolampad disse: “Uns poucos pregadores bons e fervorosos produziriam maior impacto no ministério cristão do que uma multidão de homens mornos!” E a passagem do tempo não anulou a verdade contida nessa afirmação. Precisamos de mais “pregadores bons e fervorosos”. Um deles foi Isaías, com sua confissão: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de impuros lábios”. E Paulo foi outro: “Ai de mim, se não pregar o evangelho”. Mas nenhum dos dois tinha um conceito mais amplo da magnitude de sua tarefa do que Richard Baxter, que era ministro da Igreja Kidderminster, na Inglaterra. Quando alguém o criticou, tachando-o de ocioso, ele respondeu o seguinte: “A pior coisa que eu poderia desejar-lhe era que tivesse minha folga em vez do seu trabalho. Tenho razões para me considerar o menor de todos os salvos, e no entanto não teria receio de dizer ao acusador que considero o serviço da maioria dos trabalhadores desta cidade um prazer para eles, em comparação com o meu, embora não trocasse minha tarefa com a do mais importante príncipe”.
“O serviço deles ajuda a conservá-los com saúde; o meu consome-a. Eles trabalham tranqüilamente; eu, em dores constantes. Eles têm horas e dias para seu lazer; eu mal tenho tempo para me alimentar. Ninguém os incomoda por causa de seu ofício; quanto a mim, quanto mais trabalho, mais ódio e perturbações atraio sobre minha pessoa”.
Sente-se um pouco da mentalidade neotestamentária nessa sua maneira de encarar a pregação do evangelho. Este é o mesmo Baxter que queria ser como “um moribundo pregando a moribundos”. Se nossos pregadores fossem todos desse calibre espiritual, arrancariam toda esta geração de pecadores da boca do inferno.
É possível que hoje tenhamos o maior índice de pessoas freqüentando a igreja, com o mais baixo índice de espiritualidade de todos os tempos. Talvez estivessem certos aqueles que no passado acusaram o liberalismo de ser o grande culpado da frieza dos crentes. Hoje, esse bode expiatório é a televisão, que está sendo execrada pelos pregadores. Entretanto, apesar disso, e sabendo que as duas acusações não deixam de ser verdadeiras, gostaria de dirigir a nós, pregadores, uma pergunta. Será que não deveríamos confessar como aquele escritor do passado: “O erro, caro Brutus, está em nós mesmos?” Mas eu gostaria de afiar bem o meu bisturi e aprofundá-lo um pouco mais nos pregadores: passou a época dos grandes sermões tipo “lanche rápido”, temperados com tiradas humorísticas para tentar estimular o fraco apetite espiritual do homem de nossos dias? Ou estamos nos esforçando para comunicar os “poderes do mundo vindouro” em todos os cultos?
Pensemos um pouco em Paulo. Após receber uma poderosa unção do Espírito Santo, ele saiu pela Ásia menor para travar ali uma intensa batalha espiritual, causando agitação nos mercados, sinagogas e palácios. E ia a toda parte, tendo no coração e nos lábios o grito de guerra do evangelho. Diz-se que foi Lenine quem disse o seguinte: “Os fatos não podem ser contestados”. Analisando as realizações de Paulo e comparando-as às dos crentes de nossa geração, que fazem tantas concessões ao mundo, temos que concordar com ele. Paulo não era um pregador que apenas falava a toda uma cidade; ele a abalava totalmente. Mas ainda assim tinha tempo para sair batendo às portas das casas, e para orar pelos perdidos que encontrava pelas ruas.
Estou cada vez mais convencido de que as lágrimas são um elemento indispensável a uma pregação avivalista. Irmãos pregadores, precisamos nos envergonhar de não sentir vergonha; precisamos chorar por não termos lágrimas; precisamos nos humilhar por haver perdido a humildade de servo de Deus; gemer por não sentirmos peso pelos perdidos; irar-nos contra nós mesmos por não termos ódio do monopólio que o diabo exerce nestes dias do fim, e nos punir pelo fato de o mundo estar-se dando tão bem conosco, que nem precisa perseguir-nos.
Pentecostes significa dor, mas o que mais experimentamos é prazer; significa peso; mas nós amamos a comodidade. Pentecostes significa prisão, e, no entanto, a maioria dos crentes faria qualquer coisa, menos ir para a prisão por amor a Cristo. Se revivêssemos a experiência do pentecostes, talvez muitos de nós fossem parar na cadeia. Eu disse “pentecostes”, não “pentecostalismo”. E não estou querendo atirar pedras em ninguém.
Imaginemos a experiência do pentecostes se repetindo em uma igreja no próximo domingo. O pastor, como Pedro, é revestido de poder. E, pela sua palavra, Ananias e sua esposa caem mortos ao chão. Será que o crente moderno toleraria isso? E não pára aí. Paulo determina que Elimas fique cego. Em nossos dias, isso implicaria na abertura de processo contra o pregador. E se alguns caíssem ao chão, sob o poder do Espírito Santo — o que acontece em quase todos os avivamentos — sem dúvida iriam difamar-nos. Não seria demais para a nossa sensibilidade?
E, como já disse no início deste capítulo, gostaria que houvesse grandes pregadores em nossos dias. O diabo quer que fiquemos a caçar ratos, enquanto há leões à solta, devastando a terra. Nunca consegui descobrir o que se passou com Paulo na Arábia. Ninguém sabe. Será que ele teve uma visão do novo céu e da nova terra, e do Senhor reinando soberano? Não sei. Mas uma coisa sei com certeza: ele modificou a Ásia, deixou os judeus profundamente irritados, encolerizou os romanos, ensinou para mestres e teve piedade de carcereiros. Ele e outro pregador de nome Silas dinamitaram as paredes da prisão com suas orações, para realizar a obra do Senhor.
Paulo, o servo de Jesus Cristo, o escravo de Cristo pelo amor, depois de reconhecer que o coração mais duro que Deus conquistara era o seu, resolveu ir abalar o mundo para Deus. Em seus dias, ele trouxe à terra os “poderes do mundo vindouro”, restringiu a operação de Satanás, e sofreu, amou e orou mais que todos nós. Irmãos, caiamos de joelhos outra vez, se quisermos recuperar a espiritualidade e o poder apostólicos. Chega dessa pregação fraca e ineficaz!

Texto de Leonard Havenhill do Livro "Por que tarda o pleno avivamento"

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A língua "Use-a com Moderação"

               Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano. Salmos 34:13

A língua é um pequeno membro porém, muito poderoso e algumas pessoas não tem responsabilidade em usá-la !
Esse mal tem acabado com: famílias, amizades, namoros, igrejas, ministérios e etc...
Quando usada pelos sábios traz saúde: Há alguns que falam como que espada penetrante, mas a língua dos sábios é saúde. Provérbios 12:18 .
Mais tem muita gente que não tem responsabilidade com o que fala e acaba causando uma grande destruição e o pior é que depois a culpa cai na conta do Diabo e as pessoas envolvidas na fofoca, mentira e disse me disse não assumem a sua responsabilidade.
A Bíblia é recheada de informações de como usar a língua e adverte-nos a ter muito, mais muito cuidado com o que falamos e o pior é o falaram e disseram esses caras nunca aparecem no cenário.
Há também uma raça que tem a língua na ponta dos dedos ! Ué como assim Pastor? vou explicar !
Utilizam-se das redes sociais: Orkut, MSN, Face, blogs e outros para propagar mentiras e fofocas que nem mesmo eles sabem se é verdade ou não, mais como diz Tiago: Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Tiago 3:8
A cada dia venho aprendendo com Deus que não vale a pena tentar responder e que o muito falar traz canseira e enfado e quando nos calamos em meio a uma adversidade causada por uma língua mentirosa o próprio Deus se encarrega de agir em nosso favor.
Meus irmão seja na ponta dos dedos por redes sociais, seja pelo telefone ou seja em uma roda de pessoas use a sua língua, mais use com moderação!


Que Deus nos abençoe e nos insine a cada dia a usar a nossa língua !


A Paz de Cristo!

terça-feira, 7 de junho de 2011

A Igreja e sua Origen


Bom Dia!


Ontem estive em um lugar muito especial, um culto no lar.
Alí pudemos nos reunir, trocar experiências sentir a presença de Deus, orar uns pelos outros e o melhor sem aquela religiosidade, sem mascaras e sendo o que realmente somos.
Quando comecei a pregar iniciei dizendo que alí eu estava retornando lá em 1998 quando tive as minhas primeiras oportunidades de falar sobre o evangelho de Jesus, e relembrei aos irmãos que a igreja é isso o que estavamos fazendo ali.
A Igreja de Jesus somos nós e devemos sempre lembrar a sua origem, os lares, as pessoas o ser humano adorando, louvando e servindo ao Senhor.
Sem máscaras, sem religiosidade, sem dogmas ou parâmetros humanos.
Lembrei-me do Pentecoste onde estavam todos reunidos em um lar e o Espírito Santo os visitou.
Falei sobre o servo do Senhor MOISÉS e da importância de ter intimidade com Deus,e deixar de viver de "Aparencias", as pessoas estão mantendo as aparencias e perdendo a sua intimidade.
Falei sobre o paralítico de João que estava a beira do tanque, foi curado por Jesus e quando perguntado sobre que te mandou levanatar ele não sabia responder, ou seja "milagre não produz intimidade'.
Hoje vemos uma busca desemfreada pelo maldito "reconhecimento humano" e com isso deixamos de lado os valores do verdadeiro evangelho.
Nem tudo que dá certo é certo!
Na presença de Deus não dá pra se fingir de Pregador, mulher de oração "Homem de Deus", pois na Santa presença de Deus a única coisa que falamos é "Aí de mim,pois estou perecendo" como disse Isaías.
Qual é o seu nome?
Deus perguntou a Jacó.
Não tem como fugir quando Deus pergunta pelo nosso nome, para outros você pode até responder o que não é , mais para Deus só tem como responder, meu nome é Jacó...
Que a cada manhã possamos nos despir dessa religiosidade medíocre e resgatar os valores do evangelho de Jesus!
A Graça e a Paz do Senhor Jesus.